KidZania: A mania of the minds

by Laura Vilaça

We all played make-believe when we were kids. Either playing ‘doctor’ or ‘house’, we spent our time enjoying a little role-play. Nowadays, this common childish activity has taken a turn and is now made into a business.

KidZania is a theme park built to scale for children, where kids are trained to be small entrepreneurs, little business people, ‘mommy’s capitalist’. In this play city, kids from four to twelve can choose whatever trade they prefer,  having to perform that role during the time they’re playing make believe. There is a city flag, its own currency, a registry for nationality and a passport is given, celebrating “the day kids became independent as adults”. They celebrate bank holidays and hold a congress, where kids gather to make decisions concerning the city. The management describes their activities as based on the concept of ‘edutainment’, seeking to teach children values and rules of citizenship and helping them live a healthier societal life.

Hey, kids? He already looks pretty dead.

Hey, kids? He already looks pretty dead.

The official site explains that, “as in the real world, children perform over 40 different ‘jobs’ and are either paid for their work or pay to shop or to be entertained”, while being surrounded by “buildings, paved streets, vehicles, a functioning economy, and recognizable destinations in the form of ‘establishments'” to make the whole thing more real. There’s everything in the city, from banks to TV stations, airports to football stadiums, universities to McDonalds restaurants. Yes, a McDonalds restaurant. Brands also play a role in this alternative reality: the ‘establishments’ placed inside the city are “sponsored and branded by leading multi-national and local brands”, making it more recognizable for kids and more profitable for those chipping in on this effective marketing strategy.

such a hip boulevard, man.

Such a hip boulevard

There are such playgrounds around the world, namely in Mexico, Japan, Indonesia, Chile, Saudi Arabia and… Portugal. Let’s all take a second to utter a loud “L.O.L.” and then we’ll procede.

(Done? Gooooood.)

(Done? Gooooood.)

Yes, there is such a playground in Lisbon, Portugal. Let’s analyse the meaning of this: there’s a playground that teaches kids the ways of the Western system, the ways of the capitalized world. Ok. There’s a bankrupt country that is in trouble partly because of said system. Ok. They put such playground in this country. Ok. So… Are they enjoying the irony of their actions while sipping a bit of brandy or are they trying to teach kids they way to avoid the mistakes of past generations? L.O.L. moment again.

It is clear that this is nothing but a money making machine, sustained in a classic kids play. It’s money made from explaining to kids how to be an upright citizen in a capitalist model, while associating this feel with the brands in the place. For instance, from 20 years from now, little Pepito will not understand why going to McDonalds makes him feel as if he belongs to a community, but this is how marketing goes.

Little Pepe looks a bit confused. Maybe it's because he's been told he was brainwashed as a kid to love McFish.

Little Pepito looks a bit confused. Maybe it’s because he’s been told he was brainwashed as a kid to love McFish.

However, KidZania also touches an acute level of poetic irony: it’s funny to try to teach kids from a bankrupt country to be responsible citizens, role models in a perfect city. It’s not realistic, it’s not fair. I’m not arguing for anarchy classes or molotov cocktail recipes, I’m instead arguing for a more responsible way of teaching kids how to live and behave in society. Sure, this is a playground, and nothing but a playground, but selling such a concept with the certificate of “edutainment” and arranging school trips to visit the park doesn’t seem all too… twisted? Plus: what is up with this fever of creating perfect role model kids? It starts with things such as this and ends up in party youths, which I consider to be one of the biggest cancers of modern society (more to come on this topic next week). Call me old fashioned, but I prefer my brainwashing to be done when I’m dead.

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13 thoughts on “KidZania: A mania of the minds

  1. Epá… obrigada por este artigo e eu que me estava a considerar um “má mãe” por ser a única q não deixou o filho (de 4 anos!) ir à Kidzania por achar uma estupidez! 😉

  2. É verdade! E lembro-me, sim. E “diferentes” é uma boa definição.
    Isto de não ter facebook pode criar situações assim. Quanto ao equilíbrio, desde que haja fruto para pensar, há vara para equilibrar.
    Agora estas a dever-me 1€.

  3. É verdade! E lembro, sim. E “diferentes” é uma boa definição.
    Isto de não ter facebook pode criar situações assim. Quanto ao equilíbrio, desde que haja fruto para pensar há vara para equilibrar.
    Agora estas a dever-me 1€…

  4. Para além de “party youths” outro exemplo de uma grande antecâmara, são as associações de estudantes, ou devo devo dizer comissões de festas e grupos de legitimação do poder instituído? Infelizmente, estas associações desde que enterrem a gata ou queimem as fitas o seu dever está cumprido. Entretanto, as propinas aumentam (os alunos abandonam a faculdade), cursos fecham (lucros aumentam), as a.e. recebem as suas verbas (não há reivindicação organizada). Tudo está bem quando acaba bem.”L.O.L. moment again”.
    Parabéns pelo texto e posicionamento (se é que se pode congratular alguém por isso). Sem querer tecer juízos de valor ou qualquer tipo de critica,como é óbvio deixas aqui transparecer o teu posicionamento politico, perfeitamente compatível com o meu. Afinal de contas e relembrando o tom de ironia, quando tínhamos a idadezania (infância e pré-adolescência), tu costumavas, apesar de num tom a roçar o pejorativo, chamar-me comunista. Não sei se és comunista ou não, mas de esquerda és sem dúvida. Profetizas-te e foste absorvida pela profecia.

    Abraço, espero voltar a conhecer-te um dia destes.

    P.S. desculpa se estou de algum modo a ser inconveniente, não é esse o propósito.

    • Não foste, de todo, inconveniente. Concordo em pleno que as associações de estudantes são outro esterco que se coloca no mesmo saco. Pensei em escrever sobre isso, mas depois não o fiz por recear que seja um fenómeno mais particularmente português.
      Chamava-te comunista? Não tenho memória. Real?

      • Bem visto, também não estou informado ao ponto de saber se o fenómeno se estende a outras realidades, mas provavelmente sim.Embora acredite que em certos países mais centrais europeus haja, no mínimo, exemplos da outra face. Confiemos que assim seja.

        Exactamente.
        Talvez não me tenha explicado da melhor maneira. Não me chamavas comunista. Chamavas-me pelo meu nome e outro, mas “rotulavas-me” como tal. Provavelmente , e sem querer ser presunçoso, estavamos intelectualmente um pouco acima dos nossos colegas de escola. Convenhamos que não é muito “normal” tal picardia de posicionamento tão cedo, embora com um grau de compreensão e sensibilidade limitado pela imaturidade, e longe de compreendermos a fundo o significado e importância da dimensão politica.
        Já agora, eu estive para te interpelar na passada passagem de ano, mas o momento não foi de todo o mais conveniente, principalmente pela tua amiga que foi para casa mais cedo.
        Já devias ter ponderado a minha pessoa, mas agora deve ser suficiente para realizares quem eu sou…

          • Esta bem, já dá para ir ao mcdonalds…
            Entretanto já vi que fizeste uma nova publicação. Muito bem, só acho que no meio daquilo tudo, não é só o cavaco o palhaço, quase toda gente que de alguma forma se envolveu na palhaçada pertence ao circo. Porque enquanto esta gentalha anda a brincar aos “cavacos”, os três cavalos vão puxando a carroça (troika), e os “cavacos” vão entretendo o povo. E isto é só uma pequena performance, faltam os ilusionistas, malabaristas, contorcionistas, para completar o show.
            E agora por 1€, Helder Ribeiro.

          • Oh meu deus, Helder?! Porra, que de vez em quando parece que o cérebro me pára. Claro, que é o HRR (lembras-te?). Tudo certíssimo – incluindo a parte em que éramos diferentes dos outros, fomos sobreviventes à escola de bairro. Seja como for, só nos resta uma esperança: treinar o equilíbrio 🙂

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